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Folha A·545
Geração BenjamimJeff FromholzObra reunida
12 de fev de 2012

Radical e Extremo - Moravians

Pr. Jeff Fromholz12 de fev de 2012

Radical e Extremo; palavras 
positivas usadas numa luz negativa.

Vê, aqui no século 21, a palavra favorita é radical, esportes radicais, pessoas radicais e lá vai a lista. Outra bem usada é "extrema”, X-Games, X- Box. Todas duas têm a ver com empurrando os limites, andando de skate, bungee-jump, pulando de aviões, todas paradas de alta intensidade. As pessoas procuram como radicalizar tudo até a aparência. Tudo tem a ver com vivendo além do que os seguros chamam de limite.

A ironia é que enquanto a sociedade está procurando essas extremidades físicas, a igreja estima uma mediocridade intelectual e espiritual.

Tolerância e moderação em questões da mente e espírito são o que a igreja indica.

“Não é tão assim”.

“Não é por aí”.

“Tudo com calma”.

“Cuidado da rebelião”.

“Tudo mundo tem sua opinião e todas são válidas”.

Se diriga no meio da estrada você acaba sendo batido pelo trânsito dos dois lados.

Num tempo que estima experiências intensas e extremas, necessitamos exibir uma fé extrema e intensa. Só que na questão de fé, hoje, se você quer criticar ou desacreditar uma igreja, pessoa, ou posição você somente precisa saber de duas palavras, “Extremista e Radical”. Com essas duas palavras você consegue fazer qualquer um duvidar e questionar qualquer coisa de qual você não concorda. E tudo isso sem nem citar ou provar sua posição.

Mas, pensando bem, o que está tão errado em sendo um extremista ou radical?

Claro que pode ter exceções tipo Hitler ou Jim Jones, mas vamos nos lembrar que a maioria dos heróis da fé foi acusada dessas mesmas coisas com essas exatas palavras.

Pensando melhor ainda, acho que eu prefiro arriscar o lado de extremista ou radical em vez de ser achado dentro da massa do povo melhor referido hoje em dia como medíocre, frio, e apático.

Antes de John Knox, antes de Martin Lutéro e seu 95 Teses, antes de John Calvin, antes da Grande Reformação era John Hus e os Morávios.

John Hus
Extremista e radical, John Hus era um professor de filosofia e reitor da Universidade em Praga. A Capela na universidade, onde Hus pregou, tornou-se um lugar de encontro para a reformação tcheca. Ganhando apoio dos estudantes e as pessoas comuns, ele liderou um movimento de protesto contra muitas práticas do clero católico e hierarquia. Ele queria voltar as práticas mais simples da igreja primitiva. O Hus, por um tempo, tinha apoio real e certa independência, mas com tempo foi obrigado a ser sujeito a autoridade da Roma.

Ele acabou sendo acusado de heresia, condenado, e foi queimado na estaca no dia 6 de julho de 1415.

Dentro de 50 anos depois a morte do Hus, um grupo dos seus seguidores se organizavam independentemente como os “Irmãos Boêmios” ou “Unidade dos Irmãos”, em Kunvald, Boêmia, em 1457.

Estes eram alguns dos primeiros protestantes, rebelando contra Roma mais 60 anos antes de Martin Lutéro.

Perseguição Extrema

Depois que 1620, sendo abandonado e sendo traído pela nobreza local que previamente tinha tolerado ou tinha-os apoiado, os Irmãos foram forçados operar sub-terrena e eventualmente espalhava pela Europa do norte e até os Países Baixos.

Depois 250 anos de perseguição, em 1722, O Conde Ludwig von Zinzendorf, um home de grande fé, convidou os Morávios de morar no seu terreno na Alemanha. Não somente eles foram, mas também outros grupos perseguidos, Calvinistas de França, Anabatistas de Alemanha, e assim todos com crenças diferentes se juntaram, tensão também seguiu.

Zinzendorf começou orar com os outros líderes sobre disso e no dia 13 de Agosto, 1727, as suas orações foram respondidas.

Naquela data, a comunidade inteira se juntou por um culto e sentiram a presença de Deus tão forte que levou todos a se arrepender e pedir perdão uns dos outros, houve muito lamento e reconciliação. Foi descrevido como um segundo Pentecostes, um re-nascimento, uma renovação. Naquele culto eles foram transformados de um grupo de refugiados num grupo de discípulos, pronto pela qualquer obra.

Uma Comunidade Extrema, Extremamente Usada
Perseguição Extrema até Fé Extrema (Oração Extrema)

Col.1.3; Sempre que oramos por vocês, damos graças a Deus, o Pai do nosso Senhor Jesus Cristo.

Col 1.9; Por esse motivo, desde o dia em que ficamos sabendo de tudo isso, nunca paramos de orar em favor de vocês. Pedimos a Deus que encha vocês com o conhecimento da sua vontade e com toda a sabedoria e compreensão que o Espírito de Deus dá.

Paulo fala da sua prática pessoal de continuamente lembrar-se dos seus amigos em oração.

Imagine como seria se uma comunidade inteira prometesse viver o literal desses versículos.

Pouco depois aquele culto monumental de comunhão, os Morávios começaram a prática de intercessão por hora. Isto era uma vigília de oração que consistiu numa designação de um homem e uma mulher da comunidade orando cada hora do dia.

Por quanto tempo você pensa que eles podiam manter esta rotação ininterrupta de oração?

Uma semana?

Um mês?

Que tal mais de 100 anos — mais de 100 anos de oração direta.

Isto não é somente extremo, mas destrói completamente a compreensão do que significa extremo.

Você pode imaginar a unidade que vem como resultado dessa prática? Pode imaginar o crescimento espiritual que acontece? Pode imaginar o poder espiritual derramado por causa de tanta intercessão diante do trono de Deus?

Testemunho Extremo

Os Morávios tinham aprendido que o segredo de amar as almas dos homens estava achado em amar o Salvador dos homens.

No dia 8, 1732, um navio Holandês saiu do porto de Copenhagen para as Antilhas dinamarquesas. No navio eram os dois primeiros missionários Morávios; John Leonard Dober, um oleiro, e David Nitschman, um carpinteiro. Os dois eram bons pregadores prontos a se vender a escravidão para alcançar os escravos das Antilhas. Como o navio escorregou longe, levantaram um grito que acabou sendo o clamor de todos os missionários Morávios, "Que o Cordeiro que foi morto recebe a recompensa do Seu sofrimento".

A paixão dos Morávios para almas foi superada só pela sua paixão pelo Cordeiro de Deus, Jesus Cristo.

Dober e Nitschmann acabavam não precisando tornar-se escravos, mas seus sofrimentos eram severos.

Dos 18 Morávios que juntaram com eles na ilha, 10 morreram de doença dentro de um ano.

O Herrnhut enviou mais 11 voluntários, e mais 9 morreram.

Ainda assim, eles trabalhavam sacrificialmente apesar de oposição e violência. O resultado, 13.000 escravos foram convertidos e batizados nas Antilhas antes de qualquer outra missão começou lá.

Missionários Morávios foram enviados de propósito para às pessoas mais desprezadas e negligenciadas e como muitos missionários desde, encaravam doença e possível morte.

Em Guiana, 75 dos primeiros 160 missionários morreram de doenças tropicais.

Desses começos difíceis não desencorajavam eles mas desafiavam a alcançar o mundo.

Em 1733, um grupo estabeleceu uma colônia em Groenlândia; em 1737, os Morávios foram a África do Sul. A Jamaica, Barbados, Guiana, Carolina do Norte, Geórgia, Pensilvânia, Londres, África Oriental, Alasca, Canadá, Honduras, Nicarágua, Califórnia, Austrália, Tibete, e Jerusalém. A aldeia pequena de Herrnhut, apoiado pela intercessão constante, explodiu e enviou missionários ao redor do mundo proclamando as Boas Notícias de Jesus Cristo.

Até 1791, 65 anos depois do início dessa vigília de oração, a comunidade Moravia pequena tinha enviado 300 missionários aos fins da terra.

A sua oração extrema deu poder ao seu testemunho extremo e foi validado pelo seu estilo de vida extremo.

Estilo de vida Extremo

Col 1.10-13; Desse modo, vocês poderão viver como o Senhor quer e fazer sempre o que agrada a ele. Vocês vão fazer todo tipo de boas ações e também vão conhecer a Deus cada vez mais. Pedimos a Deus que vocês se tornem fortes com toda a força que vem do glorioso poder dele, para que possam suportar tudo com paciência. E agradeçam, com alegria, ao Pai, que os tornou capazes de participar daquilo que ele guardou no Reino da luz para o seu povo. Ele nos libertou do poder da escuridão e nos trouxe em segurança para o Reino do seu Filho amado.

“Nós não somente brincamos um jogo religioso aqui no domingo. Antes, tudo que nós fazemos, se no trabalho ou brincando, se com a família, amigos ou só — tudo que nós fazemos para a glória de Deus”.

Paulo viveu isso na sua vida.

Os Morávios fizeram esta atitude a marca do seu testemunho. Onde quer que eles fossem, estabeleceram colônias. Nestas colônias, eles viveram juntos e compartilhavam os recursos. Todos os homens solteiros viveram juntos e todas as mulheres solteiras viveram juntas. Quando eles montavam estas colônias, eles não só enviaram pregadores — enviaram trabalhadores. Enviaram as pessoas que eram boas em seus comércios para que eles pudessem sustentar a colônia e trazer glória a Deus por sua excelência. Sua crença era que a vida da comunidade como um total era uma expressão de elogio e glória a Deus.

Cada momento, cada respiração é uma oportunidade de viver para Deus.

Resultados do exemplo dos Morávios

Os Morávios eram exemplos da atitude do Paulo de Fé Extrema: Oração Extrema, Testemunha Extrema, e Estilo de vida Extremo. Seu exemplo vivo de fé em Jesus Cristo teve um impacto mais amplo do que a maioria de pessoas sabem.

William Carey
No século 18, um pregador jovem da Igreja Batista em Londres leu sobre as histórias dos missionários Morávios e pirou com a Convenção Batista, "Olha o que estes Morávios tem feito! Nós não podemos seguir seu exemplo e em obediência ao nosso Mestre Celestial ide pelo mundo, e pregar o Evangelho aos pagãos"?

Seu nome era William Carey, e ele acabou sendo o primeiro missionário batista e foi reconhecido mais tarde como o “Pai de Missões Modernas”.

Logo depois, todas as igrejas protestantes começaram enviar missionários ao redor do globo.

Todo porque um homem tinha sido inspirado pelos Morávios.

João e Charles Wesley
Numa perigosa viagem de Londres à colônia britânica de Geórgia, dois pregadores jovens da Igreja Anglicana se acharam num navio pequeno numa tempestade grande. Eles, junto com o resto dos passageiros e a tripulação, temeram por suas vidas. Havia exceção do pânico geral no navio — um grupo de Morávios que gastou a tempestade inteira cantando hinos e elogiando Deus.

Estes dois pregadores Anglicanos foram tão impressionados pela fé destes Morávios que eles os buscaram e passaram tempo com eles.

Na viagem, um dos jovens que se chamou de João conversou muito com o Spangenberg, e continuou até chegou a Geórgia. "Meu irmão," disse Spangenberg, "eu primeiramente devo perguntá-lo uma ou duas perguntas. Tenha-o a testemunha dentro de si? O Espírito de Deus testemunha que você é um filho de Deus"? João ficou mudo. "Você conhece Jesus Cristo"? perguntou Spangenberg. "Sei," respondeu João, "que é o Salvador do mundo". "Você sabe," Spangenberg perseguiu, pressionando ele mais, "que Ele o salvou"? "Espero que Ele morresse para me salvar," gaguejou João. "Você sabe por se"? persistiu Spangenberg, que não estava contente com a resposta superficial. "Sei," respondeu João, "mas," diz ele, "temo que elas sejam palavras vãs”.

"Fui a América converter os índios," escreveu João, amargamente, no seu diário, quando retornou a Inglaterra; "mas oh, quem me converterá? Tenho uma religião mole e fácil. Posso conversar bem; e eu mesmo acredito, quando nenhum perigo está por perto. Mas, deixa a morte me olhar no rosto, e meu espírito é incomodado. Eu não posso dizer, ‘o morrer é lucro’.

"Tenho um tipo de temor que quando girei meu último fio que eu perecerei na margem. Aprendi… que eu que fui a América para converter outros acabou sendo convertido".

Quando os dois retornavam a Londres, eles começaram a adorar numa comunidade Morávia aí. Uma noite num culto na Rua de Aldersgate, um desses jovens experimentou o que ele chamou um "aquece do coração". Seu nome era João Wesley, e ele tornou-se um dos evangelistas mais eficientes do século 18. Fundou o movimento metodista que trouxe milhão de pessoas a um relacionamento com Jesus Cristo. 

Nesses dias Deus está chamando seu povo de viver uma fé extrema. Extrema em oração, Extremo em testemunhando, Extremo no estilo de vida.

Você vai responder?

A fonte do sucesso dos Morávios estava na sua paixão por Jesus Cristo!

Assim mesmo como a fonte do fracasso da Igreja atual está na sua devoção irresoluta pelo Senhor.

Hoje ainda, Jesus clama a nós; "Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras...” (Ap. 2:4-5)