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Folha A·210
Geração BenjamimJeff FromholzObra reunida
31 de jan de 2007

sola escriptura

Pr. Jeff Fromholz31 de jan de 2007

É por necessidade e talvez não tanto de querer que eu escrevo esse artigo. Bem vez em quando, alguém quer construir um casa, e sem querer, o no mínimo sabendo da possibilidade, ele mexe numa área a onde tem cobras e as vezes ele se acha com uma mão bem no ninho. E aparentemente isto é o que aconteceu. Mas como eu falei, eu sabia do perigo e coloquei a minha mão lá de qualquer jeito porque o que mais importa para mim não é a minha vida, mas que a casa do Senhor seja construída na alicerce de Jesus Cristo e os ensinamentos dos seus profetas e apóstolos.

Eu entendo muito bem que o que está a pauta não é porira de ouro ou dente de ouro ou qualquer outra fenomemnom que estamaos vendo, mas um bezerro de ouro, a adoraação extravagante de uma geração que adora Deus com somen te os seus lábios. Sim, eu estou generalizando. Sei que existe uns ainda que não tem dobrado aos seus joelhos a Baal e que realmente buscam a Sua face e santidade. Mas por questão de tratar de algo geral numa nação, vamos usar termos generalizados, não para ofender, mas para tratar um assunto grande numa maneira mais prática como Deus muitas vezes Ele fala para uma nação.

Acho interessante quando você usa um tyermo tipo “geração burra”, muitas pessoas se levantam para reclamar da maneira de clocar tudo mundo no memso barco. Mas, quando nós referimos a geração com termos “geração profética” ou “geração santa” (e não, eu não estou referindo a qualquer ministério) tudo mundo pula e grita, mas pelo amor de Deus, cadê os profetas dessa geração? Sse essa é uma geração profética, eu deu parto aois meus três filhos. E isto não é para criticar, mas para mostrar como a parada ta meio ridículo. Creio que Deus ainda vai levantar profetas dentro dessa geraç~`ao, mas, uma geração profética??? E será que temos que abordadar a santidade dessa geração, ou melhor a falta de santidade? Ninguém vai discutir sobre o fato que a galera está bitolado em tantoiio pecado que ela nem sabe se ela é salva. Quer saber, faça um apelo no fim de uma pregação spobre pecado e inferno e vai ver que a maioria vão para a frente. E isto eu acho maravilhoso porque quando eu era jovem eu também não tinha a mínima certeza da minha salvação baseado no fato que tinha tanto pecado rolandop na minha vida. Então, o que é santo sobre essa geração? Seua namoro? Seus mp3s roubados do internet? Seus chats apimnmentados no ionternet? Sua masturbação? Pois é. Pode ser que a palavra profética sobre essa geração é que ela será uma geração santa, mas não sei. O que eu sei e se nós usamos um termo geral como “geração burra”, nós vamos estar mais perto da verdade do que profética ou santa. Então tire a grama da sua boca e vamos conversar.

O termo “geração burra” entendo pode ser chocante e por isso foi usado. God called the poelpe donkeys in heat. Não foi para ofender, mas para alertar. Uma alerta que muitos de n’’os estamos entrando num barco furado chamando ela deo “Queen Mary”, mas se olha mais por perto, está escvrito Titanic. Qualquer coisa que ciomeça tirar o foco de Jesus é um ídolo e se torna o inimigo de Deus. E eu duvido que existe alguém tão enganado que não veja o perigo que corremos quando falamod de adoração extravagante e os seus líderes. Dos líderes posso falar que são homens de Deus. Isso eu não duvido nem questiona. O problema não está com o rei, mas o povo que quria um rei no l.ugar de Deus. E o que vemos na história da igreja é vez após vez o povo botando seus oolhos no líder e adoran do ele ou um mover. E esse é o perigo q eu não podemos cotrrer risco de ignorar.

As escrituras e a história

Bereans

Quod non est biblicum, non est theologicum (“What is not biblical is not theological,”

“For false christs and false prophets will rise and show great signs and wonders to deceive, if possible, even the elect.” Matthew 24:24 (NKJV)

“He performs great signs, so that he even makes fire come down from heaven on the earth in the sight of men. And he deceives those who dwell on the earth by those signs which he was granted to do in the sight of the beast, telling those who dwell on the earth to make an image to the beast who was wounded by the sword and lived.” Revelation 13:13-14 (NKJV)

In Proverbs 16:16 we read: “How much better to get wisdom than gold! And to get understanding is to be chosen rather than silver.”

All That Glitters is Not God

In some churches we find that “miracles” of golden dental work are occurring. Moreover, some have even discovered that “gold dust” is falling from their hair and hands when they pray. However, when this “gold dust” was laboratory tested, it was found to be gold glitter, and the dental work, in some cases, has been proven fraudulent. In spite of this, we are told by some that even the plastic glitter is a sign from God.

Fool’s Gold?

Let us stop and consider what is happening to Christians around the world. While the affluent church in America indulges in a multitude of gourmet luxuries, Christians in third world countries are barely getting sufficient nutrition. While American Christians spend more time shopping for trinkets and watching television than praying and reading the Bible, Christians in many countries are withstanding terrible persecution, with some risking their lives to keep a Bible in their home. While many American Christians go to church perhaps once or twice a month, Christians in China are risking their lives and liberty to meet in underground churches. Does it then make sense that to reward us for our great sacrifices and dedication, God is performing supernatural signs by changing our dental work into gold?

The Bible is quite clear about deception increasing in the world, and we have seen that many in positions of leadership are not hearing God very well. Consequently, let us be very careful to compare everything we see and hear with God’s Word, and not believe everything that is proffered by men. God will not allow us to live on the advice of others. Rather, it is His intention that we learn to get our guidance from the Holy Spirit, which is accomplished only when we diligently seek Him and wait on Him. He promises that He is a rewarder of those who diligently seek Him (Hebrews 11:6) and will not let us down if we wait patiently for Him.

In order “to mislead, if it were possible, even God’s own people” [Phillips trans.], the evil one has inspired false prophets to preach error. To be effective, it often is truly seductive: evil will appear harmless or even good. A sugar-coated gospel is much easier to swallow. It is very attractive to accept the blessings without the cross; to choose our own path over “the way, the truth, and the life”, to say, “My will be done.”

The coming of the lawless one will be in accordance with the work of Satan displayed in all kinds of counterfeit miracles, signs and wonders, and in every sort of evil that deceives those who are perishing. They perish because they refused to love the truth and so be saved. [1 Thessalonians 2:9-10]

The popular church of the 21st Century pretends to adhere to the truth, yet quietly undermines it. Experience and emotion are substituted for the Word of God as its basis of faith. Any time we make emotional “religious experiences” or various signs and wonders the criterion of our faith, we thereby open the floodgates to every sort of delusion. If experience or emotion becomes the standard of our faith, then we must accept the validity of any experience from which someone gains a “religious” sensation: the ancient ritual prostitution at pagan temples; the frenzied worship of Bacchus; the Moslem dervishes and followers of the Ayatollah Khomeini and his successors.

In fact, all religious experiences must be tested for agreement with Scripture before they can be accepted as genuinely from God. Scripture is the objective criterion which permits us to separate true experiences of God from delusions of the evil one. All of our religious experiences must be verified by Scripture; Scripture is not proved by them.

Os Cinco Solas da Reforma
Sola Scriptura, Sola Christus, Sola Gratia, Sola Fide, Soli Deo Gloria

por

Declaração de Cambridge

SOLA SCRIPTURA: A Erosão da Autoridade

Só a Escritura é a regra inerrante da vida da igreja, mas a igreja evangélica atual fez separação entre a Escritura e sua função oficial. Na prática, a igreja é guiada, por vezes demais, pela cultura. Técnicas terapêuticas, estratégias de marketing, e o ritmo do mundo de entretenimento muitas vezes tem mais voz naquilo que a igreja quer, em como funciona, e no que oferece, do que a Palavra de Deus. Os pastores negligenciam a supervisão do culto, que lhes compete, inclusive o conteúdo doutrinário da música. À medida que a autoridade bíblica foi abandonada na prática, que suas verdades se enfraqueceram na consciência cristã, e que suas doutrinas perderam sua proeminência, a igreja foi cada vez mais esvaziada de sua integridade, autoridade moral e discernimento.

Em lugar de adaptar a fé cristã para satisfazer as necessidades sentidas dos consumidores, devemos proclamar a Lei como medida única da justiça verdadeira, e o evangelho como a única proclamação da verdade salvadora. A verdade bíblica é indispensável para a compreensão, o desvelo e a disciplina da igreja.

A Escritura deve nos levar além de nossas necessidades percebidas para nossas necessidades reais, e libertar-nos do hábito de nos enxergar por meio das imagens sedutoras, clichês, promessas e prioridades da cultura massificada. É só à luz da verdade de Deus que nós nos entendemos corretamente e abrimos os olhos para a provisão de Deus para a nossa sociedade. A Bíblia, portanto, precisa ser ensinada e pregada na igreja. Os sermões precisam ser exposições da Bíblia e de seus ensino, não a expressão de opinião ou de idéias da época. Não devemos aceitar menos do que aquilo que Deus nos tem dado.

A obra do Espírito Santo na experiência pessoal não pode ser desvinculada da Escritura. O Espírito não fala em formas que independem da Escritura. À parte da Escritura nunca teríamos conhecido a graça de Deus em Cristo. A Palavra bíblica, e não a experiência espiritual, é o teste da verdade.

Tese 1: Sola Scriptura

Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado.

Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação.

SOLO CHRISTUS: A Erosão da Fé Centrada em Cristo 

À medida que a fé evangélica se secularizou, seus interesses se confundiram com os da cultura. O resultado é uma perda de valores absolutos, um individualismo permissivo, a substituição da santidade pela integridade, do arrependimento pela recuperação, da verdade pela intuição, da fé pelo sentimento, da providência pelo acaso e da esperança duradoura pela gratificação imediata. Cristo e sua cruz se deslocaram do centro de nossa visão.

Tese 2: Solus Christus

Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai.

Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada.

SOLA GRATIA: A Erosão do Evangelho 

A Confiança desmerecida na capacidade humana é um produto da natureza humana decaída. Esta falsa confiança enche hoje o mundo evangélico – desde o evangelho da auto-estima até o evangelho da saúde e da prosperidade, desde aqueles que já transformaram o evangelho num produto vendável e os pecadores em consumidores e aqueles que tratam a fé cristã como verdadeira simplesmente porque funciona. Isso faz calar a doutrina da justificação, a despeito dos compromissos oficiais de nossas igrejas.

A graça de Deus em Cristo não só é necessária como é a única causa eficaz da salvação. Confessamos que os seres humanos nascem espiritualmente mortos e nem mesmo são capazes de cooperar com a graça regeneradora.

Tese 3: Sola Gratia

Reafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual.

Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada.

SOLA FIDE: A Erosão do Artigo Primordial 

A justificação é somente pela graça, somente por intermédio da fé, somente por causa de Cristo. Este é o artigo pelo qual a igreja se sustenta ou cai. É um artigo muitas vezes ignorado, distorcido, ou por vezes até negado por líderes, estudiosos e pastores que professam ser evangélicos. Embora a natureza humana decaída sempre tenha recuado de professar sua necessidade da justiça imputada de Cristo, a modernidade alimenta as chamas desse descontentamento com o Evangelho bíblico. Já permitimos que esse descontentamento dite a natureza de nosso ministério e o conteúdo de nossa pregação.

Muitas pessoas ligadas ao movimento do crescimento da igreja acreditam que um entendimento sociológico daqueles que vêm assistir aos cultos é tão importante para o êxito do evangelho como o é a verdade bíblica proclamada. Como resultado, as convicções teológicas freqüentemente desaparecem, divorciadas do trabalho do ministério. A orientação publicitária de marketing em muitas igrejas leva isso mais adiante, apegando a distinção entre a Palavra bíblica e o mundo, roubando da cruz de Cristo a sua ofensa e reduzindo a fé cristã aos princípios e métodos que oferecem sucesso às empresas seculares.

Embora possam crer na teologia da cruz, esses movimentos a verdade estão esvaziando-a de seu conteúdo. Não existe evangelho a não ser o da substituição de Cristo em nosso lugar, pela qual Deus lhe imputou o nosso pecado e nos imputou a sua justiça. Por ele Ter levado sobre si a punição de nossa culpa, nós agora andamos na sua graça como aqueles que são para sempre perdoados, aceitos e adotados como filhos de Deus. Não há base para nossa aceitação diante de Deus a não ser na obra salvífica de Cristo; a base não é nosso patriotismo, devoção à igreja, ou probidade moral. O evangelho declara o que Deus fez por nós em Cristo. Não é sobre o que nós podemos fazer para alcançar Deus.

Tese 4: Sola Fide

Reafirmamos que a justificação é somente pela graça somente por intermédio da fé somente por causa de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus.

Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição que reivindique ser igreja mas negue ou condene sola fide possa ser reconhecida como igreja legítima.

SOLI DEO GLORIA: A Erosão do Culto Centrado em Deus 

Onde quer que, na igreja, se tenha perdido a autoridade da Bíblia, onde Cristo tenha sido colocado de lado, o evangelho tenha sido distorcido ou a fé pervertida, sempre foi por uma mesma razão. Nossos interesses substituíram os de Deus e nós estamos fazendo o trabalho dele a nosso modo. A perda da centralidade de Deus na vida da igreja de hoje é comum e lamentável. É essa perda que nos permite transformar o culto em entretenimento, a pregação do evangelho em marketing, o crer em técnica, o ser bom em sentir-nos bem e a fidelidade em ser bem-sucedido. Como resultado, Deus, Cristo e a Bíblia vêm significando muito pouco para nós e têm um peso irrelevante sobre nós.

Deus não existe para satisfazer as ambições humanas, os desejos, os apetites de consumo, ou nossos interesses espirituais particulares. Precisamos nos focalizar em Deus em nossa adoração, e não em satisfazer nossas próprias necessidades. Deus é soberano no culto, não nós. Nossa preocupação precisa estar no reino de Deus, não em nossos próprios impérios, popularidade ou êxito.

Tese 5: Soli Deo Gloria

Reafirmamos que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente.

Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a auto-estima e a auto-realização se tornem opções alternativas ao evangelho.

Fonte: Declaração de Cambridge

SOLA SCRIPTURA

UMA DEFESA BÍBLICA

por Paulo Cristiano da Silva

Sola Fide, Sola Scriptura, Sola Gratia e Solo Cristo. Este foi o grande slogan da reforma protestante levado a cabo pelo ex-monge agostiniano Martinho Lutero no século XVI. Cada um destes princípios serviram como um cânon pelos quais os reformadores submeteram e avaliaram as doutrinas da Igreja Católica Romana. Roma sempre havia ensinado que a salvação vinha pela graça e fé em Cristo e que a Bíblia era a palavra de Deus, mas nunca os havia antecedido pelo termo “somente”. Junto com a graça a contra-reforma católica adicionou os sacramentos, fé mais obras, Bíblia mais tradição, Cristo mais Maria. De modo que ao estourar o conflito teológico com as exposições dos reformadores de que a doutrina da igreja deveria se basear somente na Bíblia, pareceu então uma ameaça à teologia papal.

Martinho Lutero, especializando-se nas epístolas aos Romanos, Gálatas e Hebreus, foi capaz de perceber claramente os erros da Igreja Católica  Romana. Ao ver que os papas e os concílios podiam errar, passou a  reconhecer a supremacia das Escrituras. Dizia Lutero: “Não me retrato de coisa alguma a não ser que me convençam pelas Escrituras ou por meio de argumentos irrefutáveis”. Contudo, Lutero e os Reformadores não queriam dizer com Sola Scriptura que a Bíblia é a única autoridade para a  igreja. Pelo contrário, queriam dizer que a Bíblia é a única autoridade  infalível dentro da igreja. Para Calvino os escritos dos apóstolos eram pro dei oraculis habenda sunt (foram oráculos que foram recebidos de Deus), logo devemos aceitar quid quid in sacris scripturis traditum est sine exceptione (tudo quanto foi  entregue nas escrituras, sem exceção). Entrementes, a posição oficial do catolicismo em relação à Bíblia é que a Bíblia não pode falar por si mesma a não ser que seja interpretada pela igreja católica, levando em conta a tradição viva da Igreja. Em outras palavras, a Bíblia não possui nenhuma autoridade inerente, mas como toda  verdade espiritual, deriva sua autoridade da Igreja; o que a igreja diz é julgado como a verdadeira Palavra de Deus. Quando um fiel se defronta com um conflito entre a Bíblia e a autoridade da Igreja em algum ponto doutrinário, como por exemplo: purgatório, imagens, santos ou indulgências ele imediatamente abandona a voz da palavra de Deus e apega-se a voz da sua igreja, pois, como ele sempre foi ensinado, esta é a única interprete infalível da Bíblia, tendo a tradição como ferramenta exegética. Como costumam dizer: “A igreja deu origem a Bíblia e dela deriva sua autoridade” por isso a Bíblia está aberta a tradição, no entanto, aquela nunca deve julgar esta. Então se se aceita a voz da Igreja como infalível em matéria de fé e doutrina, o que Bíblia vem a dizer sobre estas coisas é no final das contas irrelevante!

Assim, não é difícil entender por que recentemente os apologistas católicos vêem atacando a doutrina da “Sola Scriptura” com tanta ênfase. A razão é obvia, se eles puderem derrubar por terra esta doutrina, os outros pontos da reforma caem juntamente. Eles então montaram um ataque focalizado cuidadosamente contra Sola Scriptura esperando assim, contrariar a força maior da Reforma. Começaram a afirmar que é possível desacreditar esta doutrina  usando a própria Bíblia. Esta linha de argumento está sendo empregada agora por vários católicos em praticamente quase todo fórum de debate. Eis alguns argumentos usados por apologistas católicos enviados aos evangélicos:

“O ensino protestante de que a Bíblia é a autoridade espiritual exclusiva “Sola Scriptura”, em nenhuma parte é encontrado na Bíblia. Paulo escreveu a Timóteo que Bíblia é  “útil”, mas nem ele ou qualquer um na igreja primitiva ensinou isto. Na realidade, ninguém acreditou nisto até a Reforma.”

“A Bíblia não ensina em nenhuma parte que é a autoridade exclusiva em assuntos de convicção. Na realidade, a Bíblia ensina que a Tradição - os ensinos orais dados por Jesus aos apóstolos e os sucessores deles, os bispos- é uma fonte paralela de convicção autêntica 2 Tessalonicenses 2:15 e 1 coríntios 11:2”

Como o leitor pode perceber, o problema central não está em o católico negar ou não a autoridade da palavra de Deus, mas em acrescentar-lhe algo a mais, que neste caso é a chamada tradição oral da Igreja. Certamente a advertência seguinte contra este tipo de raciocínio não se limita apenas ao livro do Apocalipse mas se estende à toda a escritura, “Eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas que estão escritas neste livro; e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, que estão descritas neste livro”  (Apocalipse 22:18,19).

Sola Scriptura - A Doutrina Reformada das Escrituras

PREFÁCIO

Talvez a Igreja de Cristo esteja atravessando um dos seus mais difíceis períodos da história, no que diz respeito à acolhida do seu padrão de fé e prática: As Sagradas Escrituras. No seio do que se conhece como a igreja evangélica,  fruto da Reforma do Século XVI, nunca se citou tanto a Bíblia, como atualmente; nunca se falou tanto da Bíblia, como atualmente; nunca se divulgou tanto a Bíblia como nos dias atuais. Paradoxalmente, nas igrejas filhas da Reforma, nunca se desrespeitou tanto a Palavra de Deus como atualmente; nunca ela foi colocada como fonte secundária de informação, como atualmente; nunca ela teve porções inteiras consideradas desatualizadas, ou pertinentes apenas aos leitores originais, como atualmente; nunca ela foi alvo de tanto questionamento, quanto aos autores dos livros e aos períodos nos quais foi escrita, quanto nos dias de hoje. Essas são situações encontradas não no segmento liberal/racionalista, mas dentro da Igreja Evangélica, das denominações que se auto-intitulam conservadoras na fé e prática e que se propõem a ser as mais fervorosas e cheias do Espírito Santo de Deus.

É nesse sentido que Sola Scriptura - A Doutrina Reformada das Escrituras, vem atender uma necessidade de reafirmação de princípios e ensinamentos fundamentais ao desenvolvimento de uma igreja sadia em doutrina e que honre, realmente o nome de Cristo. O Rev. Paulo Anglada vai às próprias Escrituras como fonte principal, e à história, com o seu testemunho incontestável. Delas extrai a relevância e suficiência da Palavra de Deus, relembrando essa questão à igreja dos nossos dias. Em nosso esquecimento dessa doutrina, vemos a igreja se afundando em um evangelho humanista, diluído, horizontalizado e que contribui para confundir a mensagem cristalina do evangelho, que deveria estar sendo proclamada.

Sabemos que as seitas apresentam, uma multiplicidade de padrões, nos quais se fundamentam. Livros e escritos paralelos são apresentados como se a sua autoridade estivesse equivalente ou até acima da Bíblia. A cena comum é a apresentação de novas revelações, geralmente de caráter escatológico e de características fluidas, contraditórias e totalmente duvidosas. Aqui, a suficiência das Escrituras é uma doutrina desprezada.

No meio eclesiástico liberal, já nos acostumamos a identificar o ataque constante à veracidade das Escrituras. Vamos com mais de dois séculos de contestação sistemática à Palavra de Deus, como se a fé cristã verdadeira fosse capaz de subsistir sem o seu alicerce principal. Nesse campo, que forneceu bastante munição ao inimigo e que alimentou as bases do pensamento intelectual não-cristão sobre a Bíblia, a suficiência das Escrituras é também uma doutrina desprezada.

É também sabido que no campo evangélico neopentecostal e, às vezes, até no campo tradicional pentecostal, temos uma situação problemática, no que diz respeito à relevância da Palavra de Deus. Ela é freqüentemente superada pelas supostas “novas revelações” que passam a ser determinantes das doutrinas e do caminhar do Povo de Deus. Aqui, também, a doutrina da suficiência das Escrituras é, na prática, desprezada.

Mas partem exatamente de dentro do campo evangélico as perturbações e os últimos ataques à Bíblia como regra inerrante de fé e prática. Em anos recentes, muitos ditos intelectuais e eruditos têm questionado a doutrina que coloca a Bíblia como um livro inspirado, livre de erro. Por exemplo, um famoso seminário teológico norte-americano foi fundado em 1947, no campo conservador, sobre princípios corretos. Sua “Declaração de Fé” original especificava: “...os livros do VT e NT..., nos originais são inspirados plenariamente e livres de erro, no todo e em suas partes...” Entretanto, em 1968 um dos seus líderes, começou a questionar a inerrância da Bíblia, fazendo distinção entre trechos “revelativos” e trechos “não revelativos” das Escrituras. Foi seguido nesta posição pelo próximo presidente, e  por vários outros professores, todos considerados evangélicos, resultando no enfraquecimento geral do posicionamento de vários professores daquele seminário, sobre a integridade das Escrituras. [1] Logicamente não há critério coerente ou autoritário para estabelecimento desta distinção, entre o que seria “não revelativo” nas Escrituras - pontos abertos ao questionamento mais amplo; e as porções “revelativas” - essas, sim, de validade espiritual. Esse pensamento, que se faz presente não só naquele exemplo, mas em tantos outros segmentos da igreja, subtrai da Igreja o seu padrão, derruba um dos pilares da Reforma e retroage a Igreja é à uma condição medieval de dependência dos especialistas que nos dirão quais as partes que devemos crer realmente e quais as que podemos descartar como mera invenção humana. É nesse contexto que se faz presente a necessidade de relembrarmos os pilares da nossa fé reformada, como o faz o Rev. Paulo Anglada.

Não há inovação na mensagem deste livro, mas uma extrema necessidade de que o brado de Sola Scriptura seja reavivado, ao longo da história da igreja. É essa história que mostra Deus derramando grandes bênçãos sempre que os fiéis desprenderam-se de suas tradições e ensinamentos humanos e se voltaram para a palavra escrita inspirada por Deus. Desde os tempos de Josué (1.7,8) que Deus admoesta os seus a que se prendam aos registros inspirados. Ali lemos:

Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, cuidando de fazer conforme toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; não te desvies dela, nem para a direita nem para a esquerda, a fim de que sejas bem sucedido por onde quer que andares. Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido.

A Reforma do Século XVI fez exatamente isso e, na soberana providência de Deus, nela temos um grande reavivamento gerado pela descoberta das Escrituras, e pelo seguimento de seus ensinamentos e verdades práticas. É, na realidade, um erro acharmos que a Reforma marca a aparição de várias doutrinas nunca dantes formuladas. A Palavra de Deus, cujas doutrinas estavam soterradas sob o entulho da tradição, é que foi resgatada. Já dissemos que uma característica comum das seitas é a apresentação de supostas verdades que nunca haviam sido compreendidas, até a aparição ou revelação destas a algum líder. Estas “verdades” passam a ser determinantes da interpretação das demais e ponto central dos ensinamentos empreendidos. A Reforma coloca-se em completa oposição a esta característica. Nenhum dos reformadores declarou ter “descoberto” qualquer verdade oculta. Eles tão somente apresentavam em toda singeleza os ensinamentos das Escrituras. Seus comentários e controvérsias versaram sempre sobre a clara exposição da Palavra de Deus.

Martin Lloyd-Jones nos indica “que a maior lição que a Reforma Protestante tem a nos ensinar é justamente que o segredo do sucesso, na esfera da Igreja e das coisas do Espírito é olhar para trás”. [2] Lutero e Calvino, diz ele, “foram descobrindo que estiveram redescobrindo o que Agostinho já tinha descoberto e que eles tinham esquecido”.

Na ocasião da Reforma, a tradição da igreja já havia se incorporado aos padrões determinantes de comportamento e doutrina e, na realidade, já haviam superado as prescrições das Escrituras. A Bíblia era conservada longe e afastada da compreensão dos devotos. Era considerada um livro só para os entendidos, obscuro e até perigoso para a massa. Os reformadores redescobriram e levantaram bem alto o único padrão de fé e prática: a Palavra de Deus e, por este padrão, aferiram tanto as autoridades como as práticas religiosas em vigor.

A um mundo que está sem padrão, e à própria Igreja evangélica, que está voltando a enterrar o seu padrão em meio a um entulho místico pseudo-espiritual - a mensagem da Reforma continua necessária. Esse livro traz o brado de Sola Scriptura, com veemência e clareza, como antídoto ao veneno contemporâneo do subjetivismo e existencialismo do homem sem Deus, que teima em se infiltrar nos ensinamentos da Igreja Cristã. Pode parecer estranho, entretanto, que sendo ele dedicado à exaltação da importância e suficiência das escrituras o livro utilize como ponto de partida e de fechamento, credos e confissões históricas. Não seriam, esses, documentos que desviam os nossos olhos das Escrituras? A resposta é um sólido NÃO! A própria Confissão de Fé de Westminster em seu Capítulo 1º, apresentando a mensagem inequívoca da Reforma do Século XVI, cada vez mais válida aos nossos dias, descreve a Bíblia como sendo a “... única regra infalível de fé e de prática”. Essa é a mensagem deste livro, ao qual damos a nossa mais entusiástica acolhida.

Solano Portela, 1998.

Sugestão de chamada para a capa de trás, do livro;

A um mundo que está sem padrão, e à própria igreja evangélica, que está voltando a enterrar o seu padrão em meio a um entulho místico pseudo-espiritual - a mensagem da Reforma, sobre a suficiência e integridade das Escrituras, continua necessária. Esse livro traz o brado de Sola Scriptura, com veemência e clareza, como antídoto ao veneno contemporâneo do subjetivismo e existencialismo do homem sem Deus, que teima em se infiltrar nos ensinamentos da Igreja Cristã. A própria Confissão de Fé de Westminster em seu Capítulo 1º, refletindo os ensinamentos da Reforma do Século XVI, descreve a Bíblia como sendo a “... única regra infalível de fé e de prática”. Essa é a mensagem deste livro e aquela que precisa ser pregada, com ousadia, à igreja contemporânea.

HYPERLINK "http://www.solanoportela.net/sola.htm" \l "_ftnref1#_ftnref1" [1] Harold Lindsell, The Battle for the Bible (G. Rapids: Zondervan, 1976) pp. 106-121.Este livro traz um excelente tratamento sobre a diluição do conceito da suficiência e integridade das Escrituras, no seio dos evangélicos norte-americanos.

HYPERLINK "http://www.solanoportela.net/sola.htm" \l "_ftnref2#_ftnref2" [2] D. Martin Lloyd-Jones, Rememorando a Reforma, (São Paulo: PES, 1996) 8.

Examinando e Expondo a Palavra de Deus aos Nossos Dias:

Isaías 1:18-20 “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã. Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra. Mas, se recusardes e fordes rebeldes, sereis devorados à espada; porque a boca do SENHOR o disse.”

Atos 17:2-3 “Paulo, segundo o seu costume, foi procurá-los e, por três sábados, arrazoou com eles acerca das Escrituras, expondo e demonstrando ter sido necessário que o Cristo padecesse e ressurgisse dentre os mortos; e este, dizia ele, é o Cristo, Jesus, que eu vos anuncio.”

But let’s not forget that many of the “miracles” we see could also be faked.  If these are indeed true miracles, we still need to investigate the source.  It is important to remember that Satan is capable of both healing (Rev. 13:14) and making people sick (Job  2:7).  I have suspected for a long time that occult healings can sometimes be the result of the enemy lifting sickness or disease that was a result of his inflicting sickness and disease in the first place.  Why would he do that?  Simply to prop up his false prophets and false healers and to deceive people!  We also need to be aware of the fact that a house swept clean without true repentance and belief in Jesus Christ is a house that is open to further demonic episodes (Matt. 12:43-45).  That’s why it’s always important to check back on those who claim to be healed and see if they are still healed at a later date.

The Spirit clearly says that in later times some will abandon the faith and follow deceiving spirits and things taught by demons. [1 Timothy 4:1]

For the time will come when men will not put up with sound doctrine. Instead, to suit their own desires, they will gather around them a great number of teachers to say what their itching ears want to hear. They will turn their ears away from the truth and turn aside to myths. [2 Timothy 4:3-4]

Implicit or explicit rejection of the authority of God’s Word is being spread throughout the Church, often, it seems, with the explicit purpose of leading God’s people away from His Word, and sometimes to the active encouragement of immorality. Pulpits across America are silent about sin and do not tell their congregations of their need for repentance. Rather, they preach a politically correct gospel of “tolerance” of sin.