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Folha A·589
Geração BenjamimJeff FromholzObra reunida
11 de jan de 2015

A Parábola de Dois Filhos

Pr. Jeff Fromholz11 de jan de 2015

A Parábola de Dois Filhos

Menina com 13 anos devolvida: “A culpa foi minha”. (1 em 10 devolvido). Imagine o que todos os outros órfãos no abrigo pensavam e como isso influenciaria as suas vidas por acaso forem adotados um dia. A alegria de finalmente ter uma lar e uma família estaria acompanhado com um medo de que um dia tudo podia acabar, pois eles podem te devolver.

Nós somos filhos adotivos de Deus e muitos crentes hoje vivem com medo de Ele achar algo neles que não gosta ou de desapontar Ele e ser devolvido, ou perder a salvação. Tudo devido ao fato que não conhecem Deus mesmo e não entendem o amor dele. Mas não são sempre os filhos adotivos que não entendem os seus pais.

Lucas 15.11-32: Então Jesus falou: "Um homem tinha dois filhos. 12 O filho mais novo disse ao pai: 'Pai, me dê a parte da herança que será minha’. Então, seu pai dividiu seus bens entre os filhos. 13 Poucos dias depois, o filho mais novo pegou tudo o que ele tinha e partiu para uma terra distante, e lá ele desperdiçou todo o seu dinheiro vivendo sem moderação. 14 E depois de ter gasto tudo, houve uma grande fome naquela terra, e ele começou a passar necessidade. 15 Então ele foi trabalhar para um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou aos seus campos para alimentar os porcos. 16 O rapaz ficou com tanta fome que ele teve vontade de comer até mesmo o que os porcos comiam, mas ninguém deu nada para ele.

17 “Mas quando ele finalmente caiu em si, disse para si mesmo: ‘Quantos dos empregados do meu pai têm mais comida do que precisam, e eu estou aqui morrendo de fome! 18 Eu vou me levantar, voltarei para meu pai e direi a ele: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. 19 Não sou mais digno de ser chamado teu filho. Por favor, me aceite apenas como um de seus empregados’’. 20 Então ele se levantou e voltou para seu pai. Mas enquanto ele ainda estava longe, seu pai o viu chegando e sentiu compaixão, correu para seu filho, o abraçou e o beijou. 21 E o filho disse a ele: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. Eu não sou mais digno de ser chamado teu filho’. 22 Mas o pai disse aos seus servos: 'Tragam depressa a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel no dedo dele e sandálias nos seus pés. 23 E tragam e matem o bezerro gordo. Vamos comer e celebrar, 24 pois este meu filho estava morto, mas agora ele está vivo novamente! Ele estava perdido, mas agora ele foi achado!’ E eles começaram a celebrar.

25 “Enquanto isso, o filho mais velho estava no campo, e quanto ele voltou e se aproximou da casa, ele ouviu o barulho da música e da dança. 26 Então ele chamou um dos servos e perguntou o que estava acontecendo. 27 E o servo respondeu: ‘Seu irmão voltou, e seu pai mandou matar o bezerro gordo, porque o recebeu de volta são e salvo’. 28 Mas o irmão mais velho ficou com raiva e não quis entrar. Então seu pai saiu e insistiu com ele. 29 Mas ele respondeu ao seu pai: ‘Olha, todos esses anos eu tenho trabalhado como um escravo para você e nunca desobedeci a nenhuma de suas ordens. Mesmo assim você nunca me deu nem ao menos um cabrito para fazer uma festa com meus amigos. 30 Mas quando esse seu filho voltou, depois que desperdiçou todo o seu dinheiro com prostitutas, você matou o bezerro gordo por ele!’ 31 Então o pai disse a ele: ‘Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que eu tenho é seu. 32 Mas era justo celebrar e se alegrar, pois este seu irmão estava morto, mas agora ele está vivo novamente! Ele estava perdido, mas agora ele foi achado’ ”.

Geralmente quando lemos essa história a chamamos da Parábola do Filho Pródigo. E nós nos colocamos no lugar do filho que voltou a casa do Pai– pródigo né? Porém quantos de vocês saibam o que significa pródigo?

• uma pessoa que se revela por um gasto imoderado capaz de comprometer seu patrimônio

• aquele que despende excessivamente – que torra tudo seu dinheiro

Pródigo não significa que ele saiu e voltou, mas que ele gastou toda a sua herança. Ele seria pródigo ainda se não voltasse.

Ainda assim sempre ouvimos esta parábola quando falamos de alguém que desviou e voltou a Deus. Mas eu acho que essa parábola tem algo mais profundo a ser descoberta.

Primeiro eu acho que deve ser chamado da Parábola de Dois Filhos.

Segundo ela tem muito a ver com o relacionamento que os dois irmãos tinham com seu pai e como eles o viram. E deixe me falar já antes, nenhum dos dois entendeu bem o pai deles.

• O filho mais novo – o pródigo

• Pediu sua herança, saiu para outra terra e desperdiçou tudo. Começou passar fome, acabou alimentando porcos e até querendo comer a comida deles. No fim decidiu voltar para a casa do seu pai.

• Então ele prepare um discurso e começa a viagem.

• Nisto já vimos como ele não entendeu seu pai. Ele não entendeu o seu amor. A verdade é que isso foi a última coisa de passar pela sua cabeça.

• É a mesma coisa conosco quando erramos. Ao contrário do que é geralmente “entendido” – Deus me ama - a realidade do amor de Deus por nós é última coisa sobre qual pensamos.

• Nós fixamos nossos olhos em nós, nossas falhas no passado, nossa culpa presente, e parece impossível para nós que Deus poderia nos amar.

• Muitos crentes passam uma boa parte das suas vidas com a mesma duvida do filho pródigo.

• "Certamente Ele não pode me tratar ou me amar mais como filho".

• Quando o filho pródigo fala: “Eu vou me levantar, voltarei para meu pai e direi a ele: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho. Por favor, me aceite apenas como um de seus empregados”, (versículos 18 e 19), eles está pensando em termos de salários ganho em vez de amor e graça recebida.

• É como se ele está pensando: "Eu acabei num país distante por desperdiçar a riqueza do meu pai, então talvez eu possa ganhar a entrada de volta na sua casa”.

• Quando nós, como crentes relacionamos a Deus, o Pai, como este filho pródigo relacionou-se com seu pai, somos lentos para retornar a Deus depois que pecamos, pois não entendemos o tamanho do amor do Pai. Vemos Ele como nosso senhor e não como nosso Pai.

• Às vezes os crentes acham difícil acreditar que seu amor incondicional é real.

• É nesse momento Satanás aproveita a situação. Já pensou depois de pecar: “Acho que não sou crente. Acho que não sou filho de Deus”?

• De onde vem esse pensamento?

• Assim como em sua tentação de Jesus Satanás colocou em questão se Jesus realmente era o Filho de Deus: “Se você é o Filho de Deus”, ele faz conosco também.

• “Se você realmente fosse filho de Deus, não teria feito aquilo”.

• Satanás jogará na sua cara os seus pecados do passado e do presente, e até falará das areas onde existem tentação para pecados futuros, e então o levar a questionar a realidade do seu relacionamento com Deus.

• Mas o que você faz com isso? Qual é sua resposta?

• Tem que se lembrar de que nós não somos filhos de Deus por ser digno ou por merecer, mas por adoção, graciosa e de graça. Deus nos escolheu.

• Veja, o pai na parábola não fica na frente da casa com seus braços cruzados esperando cobrar seu filho pelos erros, mas aceita ele de volta a sua família, sem condições.

• Se você lembra, quando o pai veja o filho no distante ele tem compaixão dele e corre na direção dele, o abraça e o beija.

• Isto foi muito longe da reunião humilhante que o filho esperava.

• Devia ter sido surpreendido, mas ainda assim ele continua com seu discurso preparado e ele consegue falar as duas primeiras partes:

• “Pai, pequei contra o céu e contra ti”.

• E “Eu não sou mais digno de ser chamado teu filho”.

• Mas antes que ele consegue falar a terceira parte sobre sendo um servo, seu pai interrompe e leva tudo numa outra direção.

• Em vez de tratar seu filho como um mero servo, ele vira para os servos verdadeiros e ordena uma festa.

• A volta de um filho é razão de celebrar. “Este meu filho estava morto, mas agora ele está vivo novamente! Ele estava perdido, mas agora ele foi achado!”

• Entenda, o pai nunca tratará o filho como servo. O filho ainda é filho!

• O filho queria pagar uma divida que não existia na mente do pai; ele queria ganhar a sua volta a casa.

• Escutem: A nossa salvação, nossa filiação, é um presente de Deus não uma divida a ser pago.

Ef.2.8: Pois é pela graça de Deus que vocês são salvos por meio da fé. E isso não vem de vocês, é o dom de Deus.

• Dom = presente. Vocês entendem o que é um presente? Se eu vou ao seu aniversário e te dou um presente, você me deve algo?

• Você perguntaria do valor do presente para fazer um depósito na minha conta?

• Deus nos ama porque quer. Deus nos salvou porque quis. Deus nos fez seus filhos porque nos amou e foi da sua vontade (Ef 1.4-5). Isto não depende de nós e não tem como a gente pagar por isso. E Deus não espera isso de nós.

1 João 3.1: Vejam como é grande o amor que o Pai tem nos dado, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e de fato somos!

• O conhecimento e certeza cada vez maior de que somos filhos de Deus é um refúgio e proteção contra os ataques de Satanás.

• O filho mais velho

• Na vida eu tenho sido os dois filhos, mas eu me identifico mais com o filho mais velho. Eu entendo ele.

• Gastei a maior parte da minha vida seguindo todas as regras e parece que ninguém percebeu. E de repente o filho mal ganhou uma festa enquanto o filho bom não ganhou nada. Como isto era justo?

• A verdade é que meu bom comportamento tinha sido pelo menos subconscientemente uma forma de auto-salvação; uma tentativa de ganhar a aprovação de Deus e talvez mesmo obrigá-lo a fazer o que eu queria.

• Voltando ao filho mais velho: Ele não exigiu sua herança. Ele se manteve fiel ao pai.

• Ele era o sonho de todo pai. Como funcionário, seus esforços foram produtivos, sua ética de trabalho foi impecável. Mesmo sua conduta foi exemplar, e ele não hesitou em avaliar todas essas qualidades em audiência de seu pai. Ele tinha toda a confiança de que o seu comportamento virtuoso ganhou não só o respeito e as riquezas de seu pai, mas o seu amor também.

• Para o irmão mais velho, ele considerava que o momento em que a herança foi dada para o seu irmão, os dias do menino como um membro da família acabaram. Agora, na sua mente ele era o único filho de seu pai, e os benefícios da riqueza de seu pai seriam exclusivamente dele.

• Infelizmente para o irmão mais velho, isso não era a disposição de seu pai. O filho mais jovem, mesmo com a sua herança paga na totalidade, ainda era um membro da família. Nem um desafio aberto nem fugindo teria qualquer efeito sobre o amor de seu pai para com ele. E isso enfureceu o irmão mais velho.

• “Porque seu irmão pecador recebeu tal recepção pelo seu pai?”

• Assim ele recusa em entra na festa.

• Naturalmente, o pai ouve sobre ele e trata de falar com ele.

• Quando isso acontece, descobrimos que o filho mais velho não é apenas irado com seu irmão, ele está com raiva de seu pai também.

• E ele fala: “Olha, todos esses anos eu tenho trabalhado como um escravo para você e nunca desobedeci a nenhuma de suas ordens. Mesmo assim você nunca me deu nem ao menos um cabrito para fazer uma festa com meus amigos”.

• Mas, o meu irmão "desperdiçou todo o seu dinheiro com prostitutas". E quando ele voltar "o bezerro gordo" é morto!

• O irmão mais velho vê esta diferença de tratamento como uma injustiça manifesta em direção a ele e fica com raiva do seu pai por causa disso.

• Parece que ele se preocupava com sua própria segurança na família desde que o pai está mostrando tal favoritismo aparente para o filho mais novo.

• Faz sentido para o irmão mais velho acreditar que ele tinha ganhado seu próprio lugar na família pelo bom comportamento e que o pródigo não deve estar mais na família por causa de seu mau comportamento.

• Deve ter parecido irracional para o irmão mais velho para o Pai chamar o Pródigo, "filho" e fazer uma festa para ele. Deve ter parecido irracional de descobrir que o bom comportamento, afinal, não é o que "ganha" um lugar na família.

• Em tudo isso temos que entender que a história era infinitamente mais sobre o amor do pai do que a má conduta do filho pródigo.

• O irmão mais velho, obviamente, não tinha idéia de como era o coração de seu pai; gracioso e cheio de perdão e amor.

• Deve ter sido confuso para o irmão mais velho aprender que pertencer à família é um dom da graça, é prerrogativo do pai e que o seu amor não diminuia quando fere e não aumenta quando agrada. Ele ama em todos os momentos.

• O filho pródigo viajou para longe da casa do seu pai; o irmão mais velho viajou para longe do coração dele. Ele nunca tinha entrado num verdadeiro relacionamento filial com o pai. Ele pensou em seu pai como um dono de escravos, e ele mesmo como escravo, e não como um filho.

• O irmão mais velho representa um fariseu. Mas este fariseu se esconde nos corações da maioria dos homens, e sua influência não sempre é totalmente destruída por conversão.

• Muitos cristãos reter alguma medida do espírito do irmão mais velho. Eles permanecem a uma distância de Deus, considerando a obediência na vida cristã como uma forma de escravidão.

• Eles experimentam apenas o que Paulo chama em Romanos 8.15 "um espírito de escravidão".

• É interessante ver o amor generoso derramado sobre o filho pródigo voltando. Mas não se esquece do amor do Pai para com o irmão mais velho. Percebendo que seu filho mais velho não estava na festa, o pai foi procurar o seu primogênito. Ele queria que ele fosse incluído na festa também.

• O pai diz a ele três coisas:

• Em primeiro lugar, ele fala: "Filho, você está sempre comigo". Esta parece ser uma garantia para o filho mais velho que ele não perdeu seu lugar na família. Seu lugar é seguro.

• Em segundo lugar ele fala: “tudo o que eu tenho é seu”. Isto é porque a divisão da herança já aconteceu. O filho mais jovem já pegou seu terceiro, de modo que os dois terços que permanecerem irá inteiramente para o filho mais velho.

• No terceiro lugar ele fala: “Era justo celebrar e se alegrar, pois este seu irmão estava morto, mas agora ele está vivo novamente! Ele estava perdido, mas agora ele foi achado”.

Conclusão:

Os dois irmãos eram pecadores. Um cometeu o pecado de viver uma vida de injustiça e outro o pecado de auto-justiça.

Os dois foram alienados de seu pai. Geografia separava o pródigo de seu pai, enquanto orgulho separou o irmão mais velho.

Arrependimento por seu pecado flagrante ganhou o irmão mais novo perdão completo e uma festa em sua homenagem. Mas a incapacidade do filho mais velho ver a sua auto-justiça como pecado o impediu de receber o perdão que seu pai teria estendido livremente. Assim, ele passou a noite sozinho, ouvindo a celebração alegre. Mas ele mesmo não experimentou nada.

Nesta parábola Jesus estava declarando toda a humanidade "pecadores", e ele dividiu-os em dois grupos: pródigos e irmãos mais velhos - o injusto e aquele que confia na sua própria justiça. E ele ressaltou o fato de que o Pai, o Deus vivo, ama os dois e estava disposto a perdoar os dois.

Isto os irmãos não entenderem, pois os dois erraram nos seus pensamentos sobre o pai:

O filho pródigo errou no seu pensamento em achar que o amor do pai estava dependente de que ele fez. Ele errou em pensar que o pai não o aceitaria de volta como filho. Ele errou em pensar que de uma maneira ele podia ganhar a volta à casa do seu pai.

O irmão mais velho errou também em pensar que o amor do pai dependia de que ele fazia; só que ele achava que merecia. Ele errou em achar que o pai não aceitaria o irmão mais jovem de volta e que nem devia. Ele errou em ficar com raiva do perdão e restauração do seu irmão, pois achava que não merecia.

Os dois mostraram que não conheciam verdadeiramente o coração do pai e a profundidade do seu amor. A verdade é que nenhum dos dois tinha intimidade com ele.

Da mesma maneira, muitos hoje em dia na igreja mostram que realmente não conhecem o Pai ou tem intimidade com Ele pela maneira que imaginam que Ele é. Eles não pensam Nele como um Deus amoroso que perdoa, mas um Deus vindicativo que exige que merecessem seu amor.

Esse não é o Deus Pai da Bíblia que enviou seu único filho da mesma essência para morrer no lugar de pecadores para que eles pudessem ser adotados como filhos.

Ele nos ama e assim nós podemos o aproximar; com certeza de aceitação e amor. Somos seus filhos.

1 João 3.1: Vejam como é grande o amor que o Pai tem nos dado, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e de fato somos!

Se nós pudéssemos aprender que ninguém é tão bom nem tão ruim de ser amado por Deus e realmente acreditar que Ele nos ama independente de que fazemos, mudaria tudo. Mudaria a maneira que relacionamos com Ele e vemos ele. Entenda Deus nunca te amará mais por fazer algo correto nem menos por fazer algo errado. O seu amor é constante e se você é um filho dele, Ele te ama. Ponto final.