A Cruz - O Perigo da Ignorância - O poder do Perdão
Pr. Jeff Fromholz01 de set de 2016
A Cruz - O Perigo da Ignorância - O poder do Perdão
20 anos atrás eu fui numa viagem com um amigo para Canadá. Lá eu tinha a oportunidade de andar num campo de gelo chamado o Columbia Icefield. Ele é 325 km² com 100 até 365 metros de profundidade. Nós corremos e brincamos pulando fissuras no gelo que eram um metro de largura. Depois quando descemos alguém perguntou do que estávamos fazendo. E ele explicou que essas fissuras podem ser até 50m de profundidade, e que muitas pessoas têm morrido caindo dentro. Muitas vezes elas existem debaixo da neve e você somente os acha quando pisar em cima, e já era. A gente estava em perigo e nem sabíamos de tão grave que era.
É assim com as pessoas passando pelo esse mundo sem saber do maior perigo de todos, eternidade no inferno. Eles andam na beira do inferno, um suspiro entre eles e eternidade. E eles nunca pensam que um dia vão precisar encarar Deus e ser julgados pelos seus pecados.
Aqueles que estavam em redor da cruz de Jesus assistindo a crucificação estavam num perigo espiritual bem grave, mas nem sabia.
Os soldados estavam simplesmente cumprindo mais um dia de trabalho.
Uns na multidão viu como brutal, mas era interessante de assistir.
Muitos eram tristes, pensando que um bom homem estava sendo tratado com muita crueldade e injustiça.
Mas eles não entenderam a conexão entre a morte dele e os pecados deles.
Eles viram como uma vingança política que os líderes dos judeus tinham contra Jesus; um profeta que ultrapassou a linha uma vez demais confrontando os pecados deles.
Os líderes sentiram aliviados de não ter mais esse profeta que estava impedindo os seus negócios no templo.
Todos estavam em perigo, uns mais graves do que outros, mas ninguém percebeu.
De repente vem um brado de Jesus na cruz que mostra a grande necessidade do pecador e a graça maior de Deus.
Lc 23.34: Então Jesus falou, “Pai, perdoa eles, pois não sabem o que estão fazendo”.
Não sabiam por que não entenderam quem ele era.
João 1.10: Ele estava no mundo, e o mundo foi criado por meio dele, mas o mundo não o reconheceu.
Deus veio para viver no meio dos homens, mas os homens não o queriam.
No seu nascimento não tinha lugar para ele na pensão.
Logo depois o seu nascimento, Herodes tentava matar ele.
Perseguido por seus inimigos, Jesus se entregou a suas mãos.
Depois uma piada de tribunal, os juízes que não achavam nada errado nele, ainda assim o entregou nas mãos daqueles que o odiavam gritando “Crucifique! Crucifique!”
E finalmente, na cruz, os inimigos de Jesus tinham a sua vitória, Cristo sofrendo e envergonhado, pregado numa cruz, encarando a dor em silêncio. Mas, de repente os seus lábios mexem.
Ele está pedindo ajuda de Deus? Não.
Ele este amaldiçoando os seus inimigos? Não.
Ele está orando, orando por seus inimigos. “Pai, perdoa eles, pois não sabem o que estão fazendo”.
A oração profetizada.
Parece que está tudo errado. Isso não pode ser o plano de Deus. Mas, Deus sabia de tudo antes; até a oração.
Is 53.2-12: Ele cresceu diante dele como um broto tenro, e como uma raiz saída de uma terra seca. Ele não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada havia em sua aparência para que o desejássemos. 3 Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de dores e experimentado no sofrimento. Como alguém de quem os homens escondem o rosto, foi desprezado, e nós não o tínhamos em estima. 4 Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças; contudo nós o consideramos castigado por Deus, por Deus atingido e afligido. 5 Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. 6 Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós. 7 Ele foi oprimido e afligido; e, contudo, não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca. 8 Com julgamento opressivo ele foi levado. E quem pode falar dos seus descendentes? Pois ele foi eliminado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo ele foi golpeado. 9 Foi-lhe dado um túmulo com os ímpios, e com os ricos em sua morte, embora não tivesse cometido nenhuma violência nem houvesse nenhuma mentira em sua boca. 10 Contudo, foi da vontade do Senhor esmagá-lo e fazê-lo sofrer, e, embora o Senhor tenha feito da vida dele uma oferta pela culpa, ele verá sua prole e prolongará seus dias, e a vontade do Senhor prosperará em sua mão. 11 Depois do sofrimento de sua alma, ele verá a luz e ficará satisfeito; pelo seu conhecimento meu servo justo justificará a muitos, e levará a iniqüidade deles. 12 Por isso eu lhe darei uma porção entre os grandes e ele dividirá os despojos com os fortes porquanto ele derramou sua vida até a morte, e foi contado entre os transgressores. Pois ele levou o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu.
Enquanto ele está sendo morto, ele orou por aqueles que estavam o matando. Ele orou por nós.
Pai, perdoa eles, pois não sabem o que estão fazendo.
Eles não sabem o que estão fazendo.
Ignorância não é uma desculpa. “Eu não sabia”.
No sistema de sacrifícios no Antigo Testamento, existia um sacrifício por pecados cometidos por ignorância.
Lev 5.17-19: Todo aquele que desobedecer a alguma Lei de Deus, mesmo sem perceber que está desobedecendo, é culpado. 18 Por isso terá de trazer do rebanho dele um carneiro sem defeito físico, que esteja dentro do preço avaliado por você, Moisés. O carneiro será trazido como oferta pela culpa daquele que pecou. Com ele o sacerdote fará expiação em favor do culpado. Assim, aquele que pecou sem querer estará perdoado e ficará livre daquela culpa. 19 O sacrifício tem de ser feito como oferta pela culpa, porque não há dúvida de que ele é culpado diante do Senhor.
Davi entendeu isso. Sl 19.12: Purifica-me, Senhor, das faltas que cometo sem perceber.
Pecado é sempre pecado nos olhos de Deus, se somos conscientes dele ou não.
E o preço por pecados cometidos em ignorância precisa ser pago na mesma maneira daqueles conhecidos.
Deus é santo e Ele não abaixará o seu padrão de justiça ao nível da nossa ignorância.
Ignorância não é inocência.
Enquanto ignorância pode diminuir culpa, ela nunca remove.
Se ignorância pudesse tirar culpa, seria absurdo alguém querer ser missionário. O melhor seria de deixar os que não sabem de pecado na sua ignorância e “inocência”.
Eles sabiam, mas não entenderam.
“Eles não sabem o que estão fazendo” não quer dizer que eles estavam ignorantes dos fatos da crucificação, pois eles sabiam bem.
Quando gritavam “Crucifique!”, eles sabiam.
Quando Pilatos o entregou a multidão, ele sabia.
Quando bateram nele, eles sabiam.
Quando o chicotearam, eles sabiam.
Quando colocaram a coroa de espinhos, eles sabiam.
Quando pregaram suas mãos e pés na cruz, sabiam.
Todos eram participantes ou testemunhas, todos sabiam.
Então, o que Jesus queria dizer com, “Eles não sabem o que estão fazendo”?
Eles não entenderam a gravidade do seu crime. Eles não entenderam que era Deus na carne que estava matando.
Eles não sabiam, mas deviam ter percebido.
Ninguém ensinava como ele.
Ninguém tinha autoridade sobre doenças, demônios, a morte e até a natureza como ele.
Ele andava fazendo bem.
E ninguém ouviu a voz de Deus falando de outro: “Esse é meu filho amado em quem eu tenho muito prazer”.
Eles viram e ouviram suficiente de ter conhecido, mas a cegueira espiritual era grande.
Mc 4.12: Vendo o que eu faço, não percebam o significado, e ouvindo minhas palavras, não entendam o que eu falo.
Sem entender o pecado, não tem como ver a necessidade por perdão. Por isso muitos ainda rejeitam Jesus hoje.
A grande e primeira necessidade do homem.
O homem tenta fazer o seu próprio caminho para Deus: boas obras, sendo uma “boa” pessoa, etc.
Independente de tudo que tentamos para ganhar a aprovação de Deus, tudo está em vão, pois existe pecado entre nós e Deus.
Como AW Pink falou, “O que adianta sapatos se somos coxos? O que adianta óculos se somos cegos?
A pergunta de quem somos ou o que temos feito é inútil se não tratamos o pecado.
A necessidade maior do homem é perdão. Jesus sabia disso.
Pai, perdoa eles, pois não sabem o que estão fazendo.
No meio da sua morte, Jesus fez conhecida a razão da sua morte: PERDÃO, SALVAÇÃO.
Mas, Deus não perdoa como os homens. Às vezes nós perdoamos ao custo de justiça em nome de misericórdia.
Num tribunal, o juiz mostra misericórdia e libera alguém culpado com as palavras, “Não quero te ver de volta aqui”.
Mas, ninguém foi castigado. O juiz na verdade decidiu ignorar os requisitos da lei.
Com Deus, não é assim. Ele não tem como ignorar os requisitos da sua santa lei.
Deus é um juiz justo, e assim a sua justiça exige que todo pecado seja tratado.
Deus não pode ser misericordioso ao custo da justiça.
Com Deus misericórdia existe para a pessoa culpada somente se tem alguém para pagar o preço pela ofensa.
Alguém precisaria tomar o lugar do culpado, satisfazendo os requisitos da justiça.
Jesus fez isso. Ele tomou o nosso lugar e pagou o preço pelos nossos pecados.
Jesus satisfez a justiça e nós recebemos misericórdia, perdão e graça.
Ro 5.21: assim como o pecado reinou na morte, também a graça também possa reinar por meio da justiça
Por meio de Cristo e sua morte na cruz, Deus pode ser justo e aquele que justifica.
Ro 3.25-26: Deus colocou Jesus diante dos olhos de todo o mundo como sacrifício, para que pelo seu sangue derramado, ele se tornasse o meio pelo qual a ira de Deus fosse desviada e sua justiça satisfeita, para ser recebido pela fé. Deus fez isso para mostrar sua justiça, porque, na sua tolerância, ele não castigou os pecados cometidos no passado. 26 Isso também era para mostrar sua justiça no tempo presente, para que ele mesmo fosse justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.
Conclusão:
Então: Então Jesus falou: “Pai, perdoa eles, pois não sabem o que estão fazendo”.
Depois que os homens fizeram tudo, tudo que os seus corações cheios de ódio podiam imaginar, “ENTÃO” Jesus falou.
Depois de ser maltratado, xingado e crucificado, Jesus amou.
Ela não procurava vingança ou chamava os anjos do céu. Ele orou pedindo o Pai perdoar eles.
Então, “Perdoa eles, pois não sabem o que estão fazendo”.
Poema de John Newton
Ai de mim! Eu não sabia o que eu fiz, Mas, agora minhas lágrimas estão em vão; Onde a minha alma tremenda será escondida? Pois eu matei o meu Senhor. Um segundo olhar ele deu, que disse: "Tudo eu livremente perdoar; Este sangue é derramado por teu resgate; Eu morro, para que você pode viver." Assim, embora a sua morte mostra o meu pecado Em todos os seus matizes preto; Esse é o mistério da graça, Ela sela meu perdão também. Com dor agradável e alegria triste Meu espírito agora está cheio, Que eu deveria destruir uma vida como essa, No entanto, viver por meio dele que eu matei.
Quando estávamos brincando no campo de gelo do pecado, mal sabíamos que debaixo dele queimava os fogos eternos de inferno. Mas Jesus sabia e quando nós éramos inimigos, ele morreu por nós.
PAGE
PAGE 1