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Quando entro numa igreja hoje em dia, uma coisa sempre chama a minha atenção e me faz perguntar: “Onde estão os homens?”. Alguém pode me apontar um grupo de pessoas do sexo masculino. Mas não é isso que estou perguntando. Pois há uma diferença entre TER o corpo de homem e SER homem. O corpo é algo físico, mas ser homem é muito mais que isso. Ser homem envolve certa postura, uma maneira de agir, que é bem diferente da mulher. Parece que ser homem evangélico hoje quer dizer gentil, doce, falar baixo, e muitas outras características que eu estava procurando numa esposa. Onde estão os homens? Onde estão aqueles que levantam a voz para defender a fé e morrer por ela, se necessário. Se estivéssemos numa guerra e eu tinha que escolher os companheiros de batalha, pode crer, não seria um homem carregando a bolsa da sua mulher.

1 Co 16.13: Estejam vigilantes, mantenham-se firmes na fé, ajam como homens, sejam fortes.

“Ajam como homens”; sejam corajosos e valentes; lutem a boa luta. Isso é um comando para agir de maneira madura e masculina, não para ser grosseiro ou cruel, um tirano que manda em todos e os assustem pela tom da sua voz como alguns erradamente pensam. Coragem e valor são fundações da masculinidade, adjetivos que são geralmente atribuídos aos homens, devido ao fato que é eles que Deus chama a guerrear e proteger os que estão ao seu redor, principalmente as suas famílias. Mas quando eu olho para a galera hoje em dia eu tremo pelo futuro da igreja e da sociedade, pois não vejo muitos homens.

Houve um tempo, não muitos anos atrás, quando os meninos brincavam de guerra, mas hoje eles são repreendidos e corrigidos, pois “Isso não é bom” e “Um menino bonzinho não deve lutar”. Eles brincavam na chuva e chegavam em casa cheios de lama. Hoje nem podem sair na chuva, pois “vão pegar gripe”. Só para corrigir um mito ignorante, ninguém pega gripe da chuva. Gripe é um vírus, então só se a chuva estiver cheia de germes pegará gripe dela. Mas a questão hoje é que as mães não querem que seus meninos bonzinhos se sujem. E assim temos uma geração com medo de se sujar e viciados em antibióticos, pois o próprio corpo não sabe lutar contra infecções. As mães fazem tudo para lutar contra a natureza do menino de conquistar e se sujar e fazerem eles agirem como meninas. E, de certa maneira, elas estão tendo um bom êxito. Mais e mais homens estão copiando as práticas das mulheres e o que mais me assusta hoje é que isso tem se tornado comum ao ponto que ninguém nem percebe quando um rapaz está pintando suas unhas, raspando suas pernas, fazendo as sobrancelhas, fazendo chapinha ou vestindo da mesma moda das meninas. Deus nos ajude. Onde estão os homens? Eles estão se tornando mulheres.

Houve uma vez em que um rapaz veio para meu escritório para conversar comigo. A conversa mal começou e eu já estava quase ficando cego pelo brilho que saía das suas unhas. Então perguntei a ele: “Você pinta suas unhas?” Ele respondeu com a maior tranquilidade: “É base de homem”. Meio assustado eu perguntei a ele: “Base de homem? Onde você compra isso? Na farmácia ao lado dos absorventes masculinos?” Vamos ser bem claros aqui. Não existe nenhuma diferença entre base de homem e base de mulher, independente de que a embalagem fala. É a mesma coisa. E pintar unhas é algo de mulher. Homens machos não pintam suas unhas. E não vem com esse papo sobre higiene. Basta lavar suas mãos e suas unhas estarão limpas também. Não há razão de as pintar. E não, não é lindo. É preocupante. O mais estranho é ouvir a mulher de um desses “homens” com unhas pintadas defendê-lo e falar que acha bonito. Claro que acha, você é uma mulher. Não sei de você, mas eu não quero minha esposa defendendo uma prática feminina minha diante de outros homens e a chamando de bonita.

Já falei com as minhas filhas que o negócio é bravo hoje. Com quem elas casarão? Um menino que joga videogame com os colegas até a madrugada ou um que quer sair com ela sábado para fazerem as unhas juntas? Onde estão os homens? Lá no salão fazendo as unhas. E deixe-me falar: “Manicure não quer dizer para homens (man), bem como pedicure não quer dizer para bicicletas (pedal)”.

Como tenho saudade da raça masculina; saudade daqueles que sabiam que era sua responsabilidade cuidar da sua família fisicamente e espiritualmente, e de protegê-la. Hoje temos uma geração de homens ausentes das suas casas e filhos sendo criados como filhas. O que será da próxima geração? O que será dos rapazes que não sabem como cortar o cordão umbilical da sua mãe? Ou pior, nem querem. Meninos de 20 anos de idade deixando as suas mães fazerem as suas camas e pentear seu cabelo. Por isso muitos rapazes estão procurando uma figura de mãe para se casar ao invés de uma parceira. Eles querem alguém que cuidará deles, que pintarão as suas unhas.

Mt 19.5: ‘Por esta razão o homem deixa seu pai e sua mãe para se unir permanentemente com sua esposa, e os dois se tornarão uma só carne’.

Para ser um homem, um rapaz tem que deixar a sua mãe. A masculinidade começa com um menino se afastando da sua mãe e continua durante a vida com a rejeição do feminino. A masculinidade é uma jornada para longe do feminino. E para um homem amar uma mulher ele tem que rejeitar a sua mãe, ou melhor, os cuidados mimosos dela. Ele tem que rejeitar os cuidados da mãe para ser um homem, pois a feminilidade dela é uma armadilha que traz ele de volta para o papel de menino; um papel narcisista em que ele é convencido que o mundo anda ao seu redor. Assim ele vê a feminilidade como uma ameaça a sua masculinidade. E é, pois nenhum homem que quer ser tratado como filho da própria esposa vai cumprir seu dever de homem de casa. O homem tem que abandonar o estado de menino em que ele é protegido por mulheres, alimentado por mulheres, e cuidado por mulheres, para que ele possa se tornar um protetor e provedor de uma mulher e filhos. Em outras palavras, ele tem que abandonar os cuidados da sua mãe para que possa ser um pai. Ele tem que se afastar do mundo das mulheres, a feminilidade, para que ele possa um dia voltar não como um que recebe, mas como um que dar.

Durante a história a masculinidade é o que tem levado muitos homens as guerras para proteger o país em que viviam, pois as suas famílias viviam lá. A masculinidade é que leva um homem a se levantar na madrugada quando ouve um barulho estranho fora da sua casa e não pedir à sua esposa para dar uma olhada. Para ser masculino, um homem tem que estar disposto a lutar e infligir dor, mas também de sofrer e suportar a dor. A masculinidade procura perigo e desafia sua coragem, e mostra as cicatrizes das suas aventuras com orgulho. A masculinidade é uma honra, mas muitas vezes é mortal. É assim que as gerações do passado têm pensado.

Parece que hoje existe um pensamento tipo: “Um homem pode ser santo ou ele pode ser masculino, mas ele não pode ser os dois”. De onde vem esse pensamento perverso? De uma geração de mães criando seus filhos para serem boas esposas. Por anos as mães e o movimento feminista tem feito tudo para castrar os meninos e de certa forma elas têm sido bem sucedidas. Basta olhar para o grupo de homens na igreja tudo bonitinho disputando uma vaga na equipe de dança. Basta escutar as músicas cantadas das quais todo mundo assuma o papel de noiva ou namorada de Jesus na canção com letras sobre perfumes, abraços e beijos. Basta presta atenção nas mensagens pregadas que quase nunca são sobre juízo, ira, batalhas, inimigos, inferno, o diabo ou apostasia, pois esses assuntos não são assuntos de bons meninos. E muitos pastores, segundo as suas mães e seus espelhos, são bons meninos; bons meninos que têm mais características de meninas do que homens. Mas isto não é o que Deus quer. Se Deus queria que os meninos fossem meninas ele teria os criado assim. Mas ele os criou meninos para um dia serem homens, guerreiros, líderes, pais e maridos, distintos das mulheres ao redor deles.

Temos que levantar um clamor a Deus para que ele levante homens nesta geração para liderar as famílias deles e a igreja Dele. Homens que amarão as suas esposas mais que as próprias vidas como Cristo amou a igreja e deu a sua vida por ela. Homens que não se importam se tem um pouco de graxa na sua unha ou se seu cabelo é bagunçado. Eu arrisco em falar que os meninos desta geração são mais vaidosos do que as meninas, e não seria um risco muito grande. Deus, tenha misericórdia de nós. Onde estão os homens?

Masculinidade é uma identidade, porém ela não é um estado, mas algo vivido.

Que Deus desperte masculinidade nesta geração de meninos, pois enquanto isso não acontecer, tenho somente uma coisa a dizer: “Como tenho saudade da raça masculina”.

Jeff