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 “Nós construímos igrejas que se tornam nada mais do que lugares para os da fé se esconder enquanto fingem que suas ações estão boas e frutíferas para o mundo”.

Erwin Raphael McManus

Uma vez houve um tigre, aquele tipo bravo, que quando ele soltou a sua voz, os outros animais tremeram. Ele andava selvagem dia após dia matando quando precisava e curtindo seu poder e liberdade até um dia uns caçadores o pegaram numa rede e o colocaram numa gaiola. Ele bateu no ferro, grito, mas sem resultado, ele não tinha como sair da gaiola. Com o tempo, eles o tiraram da sua prisão e trabalharam com ele usando chicotes até o dia em que eles podiam passar a mão na sua pele. E para ser honesto, ele gostou do carinho. Depois tanto anos na gaiola ele curtiu a atenção. Depois de um pouco mais de tempo, eles o colocaram numa área com outros tigres, todos domesticados.

E de vez em quando, quando ele soltou sua voz, um dos seus treinadores chegou lá rapidamente para falar para ele que isto não era a maneira certa de se agir. E com o tempo ele não soltava a voz mais, mas se acomodou deitando num sofá dia após dia, curtindo com os outros tigres mansos e recebendo carinho dos treinadores. Ele passou anos assim, pensando de como a vida dele era boa, tudo calmo, tudo providenciado até o dia em que ele ouviu um tigre rugindo lá fora e algo despertou nele, algo o lembrou dos tempos passados quando ele era alguém, quando ele era livre, quando ele tinha razão na vida e ele olhou para a janela desejando sair. De repente, ele pirou, e correndo na direção da janela, ele pulou e quebrando o vidro ele caiu dois andares até o chão, ele se machucou, mas sobreviveu. Ele se levantou, rugiu e, sem olhar para trás voltou a vida selvagem para qual Deus tinha o chamado. Pois o tigre não foi criado para ser domesticado. Ele é uma criatura brava e selvagem. 


O que nós vemos hoje é uma igreja domesticada, tudo certinho, cheio de pessoas contentes de deitar no sofá todo dia e receber os carinhos do seu pastor de vez em quando, mas não realizando nada na vida ou no mundo. Não sei se você lembra de quando se converteu e estava cheio de paixão por almas perdidas. Você queria ganhar o mundo por Cristo e tentou, até que um “treinador” chegou por perto para te informar que não era tão assim. Eu lembro de alguém me falando que o meu “fogo” ia passar. Deus me livre. Que testemunho triste. E infelizmente ele provavelmente tinha razão. Ele sabia porque o fogo dele era nada mais do que uma lembrança. Depois de um tempo com os “treinadores” trabalhado com você, você parou de gritar sobre pecado e inferno, pois não é assim que os domesticados agem.

Eu nunca me sinto tão constrangido como estar em um restaurante ou lugar onde tudo é formal, eu não sei como agir, pois não tenho prática nessas coisas. Eu me divirto muito, mas estou sempre ciente que talvez estou errando em algo e todos no meu redor estão vendo e falando mal de mim. E é isso que acontece na igreja. Quando entramos, entramos tudo louco, selvagem ao máximo, apontando cada pecado e querendo saber do porque a igreja não faz evangelismo ou ajuda os pobres que sentam bem na frente da igreja. Mas com o tempo, eles conseguem colocar um colar sobre nosso pescoço e nos lidar com uma corda. Depois um pouco mais de tempo, eles tiram a corda e coloca um terno e gravata ou um vestido em nós e fala, “Agora você é um de nós”. E depois mais tempo, nós até esquecemos das nossas objeções quando entramos. Nós esquecemos dos perdidos e pobres. Pois é tão bom de estar na “casa de Deus” deitado no seu sofá e esperando os carinhos dos outros. Por que preocupar-se com o que está lá fora? Estamos dentro agora. E com o tempo, você esquece do fato que uma vez você era selvagem, algo Deus criou para você ser. Você esquece que sabe rugir. E em vez de rugir, você faz os sons de um gatinho domesticado esfregando seu lado nos lados daqueles outros gatos domesticados com qual você convive agora.

Até o dia em que você ouve um tigre de verdade lá fora rugindo e algo é despertado em você; algo acorda e você lembra de quem você era e como que era antes e bate uma saudade em você. Você nem se reconhece mais e numa boa nem gosta do que você vê no espelho. Isto não é quem Deus te criou para ser. Deus te criou de ser um individual diferente de todos. Deus não nos criou de ser igual como discipulado tem tentado fazer com uma geração de crentes. Discipulado é modelando a vida Cristã, “imita-me”, ações, não seja minha cópia ou igualzinho. Acho muito feio e ridículo quando você ver esses pastores ou discípulos de alguém imitando literalmente o discipulador dele. Vestindo igual, falando igual. Deve fazer muito para o ego daquele que está sendo imitado, mas para quem se perdeu no jogo é triste. Eu te garanto que isto não é o que Deus queria. Dá vontade de rir se não fosse tão triste de ver mais um gato domesticado que nem tem uma própria identidade. O cara nem sabe quem ele é mais.

Mas, de vez em quando, um desses gatos domesticados ouve aquele tigre rugindo lá fora e lembra-se de quem ele é, e quem Deus criou para ele ser, alguém selvagem. E ele olha para aquela janela no santuário, aquela bem pintada e correndo, ele pula, quebrando tudo e se cortando, mas, lá fora ele começa respirar o ar fresco de novo e sentir livre mais uma vez. Algo que sempre confundiu ele, pois quando foi convidado no inicio de entrar na igreja foi falado que isto era pra ele ser livre, mas lá dentro, ele nunca se sentiu livre com aquele colar e corda sobre o pescoço dele e sendo ensinado a não rugir mais. Mas agora ele sentiu o vento no cabelo e soltou um som tão alto que vibrou as janelas que restavam na igreja. E se ele prestava atenção nas vozes daqueles ainda dentro da gaiola ele podia ouvir os gatos domesticados falando com vozes meios tristes, meios condenados de mais um gato desviado. Os jovens estão saindo da igreja hoje mais rápido do que entrando e não porque não querem Jesus. Eles querem Jesus. Eles não querem ser domesticados. E assim estão sendo chamados de desviados.

Mas será que isto é ser desviando? A igreja tem se perdido tanto da sua direção que ela nem sabe do porque ela existe mais. A igreja no início era um ponto de envio. Agora é uma gaiola. A gente fica dentro curtindo os sofás e os carinhos e esquecendo que Deus nos criou para ser selvagem, não domesticado, de tomar de volta o que o diabo tem roubado, de tirar os perdidos da boca de inferno.

É uma guerra lá fora e gatos domesticados não vão colocar medo em ninguém. Vai esfregando na perna do inimigo e ver se ele se assusta, rir talvez e talvez vai passar a mão, mas correr nunca. Deus está levantando uma galera de tigres que estão se soltando do colar da igreja tradicional e pulando da janela. Infelizmente eles estão sendo chamados de rebeldes e desviados, muito como Martin Lutero e cada um que na história da igreja chegou a um ponto de não aguentar mais a igreja desviada. Mas a minha preocupação não está tanto com aqueles que estão saindo. Pelo menos eles sabem do que estão fazendo. Minha preocupação está com aqueles lá dentro. Será que eles não são aqueles desviados; desviados do propósito de qual foram salvos? Meu medo é que a igreja tem se tornado exatamente a mesma religião que Jesus encarou uns dois mil anos atrás. Aquela religião de qual ele criticava e odiava. Aquela religião que estava surdo aos clamores do mundo lá fora indo para inferno porque o barulho das suas festas santas era tão alto que não deu para ouvir os gritos, e talvez isto era de propósito. Não duvido muito que se Jesus fosse aqui hoje em dia, a igreja não iria crucificá-lo de novo. Ele iria desmontar cada coisa religiosa e errada que temos em nossas igrejas, as quais muitos líderes têm gastado anos criando, aqueles sistemas religiosos e cheia de regras de homens ou métodos que as pessoas adoram em vez Dele, que depois um tempo de fato iam crucificar ele de novo. Isto não duvido.

Para onde eu vou, eu vejo que existe um barulhinho de pessoas não contentes com o sistema e a religião. É um som de uma revolta para acontecer. A continuação de uma revolução que Jesus Cristo começou dois mil anos atrás e para ser honesto, estou torcendo por isso, estou orando e jejuando por isso. O que a igreja precisa hoje em dia é uma revolta santa; uma revolução nos levando de volta as nossas raízes; à volta a selvagem a onde pode mesmo lutar contra inferno. Eu sei que estou correndo risco de ser mal entendido e talvez criticado por incitar uma "rebelião", isto não é minha intenção. Prefiro ver mudanças na instituição que chamamos de igreja. Mas se ela não quer mudar, pode crer, estou a favor de uma revolta. Eu me preocupo mais com as almas perdidas do que com os fariseus que estão contentes de ter tudo mundo beijando seus anéis.

Eu vejo que chegou a hora da gente redescobrir as nossas vozes e parar de fingir que tá tudo bem numa igreja cheia de pecado e hipocrisias. Chegou a hora da gente redescobrir os nosso corações selvagens e descobrir o propósito das nossas vidas. O crente não é uma criatura criada para ser domesticado, ele é algo selvagem; assim Deus o criou e assim ele gosta.


Deus te abençoe!

Jeff